
A música faz parte do segundo disco da carreira do grupo, Favourite Worst Nightmare, lançado esse ano.
Confira:
Paulo Floro
Fãs de Portishead podem comemorar: a banda anunciou oficialmente seu retorno aos palcos, depois de dez anos sem apresentações ao vivo. A reestréia acontece nos dias 07 e 09 de dezembro no clube Minehead, Inglaterra. Além disso, a banda prepara em estúdio um novo álbum, que vai ser o primeiro de conteúdo inédito desde Portishead (1997).
Já o Happy Mondays, importante banda da cena de Manchester na década de 90 (da qual o New Order também faz parte), lança um novo trabalho no dia 02 de julho pelo selo Sanctuary Records. É o primeiro disco da banda depois de um hiato de 15 anos.
Mariana Mandelli

O Primal Scream prepara o lançamento de seu primeiro DVD ao vivo, que além do show realizado em Londres, conterá extras e entrevistas sobre o último trabalho de estúdio da banda, o disco Riot City Blues (2006). O tracklist do DVD contará com faixas como “Swastika Eyes”, “Moving On Up”, “Kill All Hippies” e “Come Together”.
Já o Oasis não publicou oficialmente nenhum detalhe muito esclarecedor sobre a produção de seu novo DVD. Mas, ao que tudo indica, o conteúdo será, basicamente, composto pelo show realizado no City Stadium, em Manchester, pela turnê do álbum Don’t Believe The Truth (2005).

Mariana Mandelli
Depois da decepção e da avalanche de críticas que X&Y (2005) recebeu do público e da mídia especializada, os britânicos do Coldplay querem mudar radicalmente no próximo trabalho da banda. A informação vem de Danny McNamara, do Embrace, amigo de Chris Martin. Em entrevista ao tablóide Daily Star, McNamara garantiu que ouviu algumas faixas e ficou impressionado. Afirmou ainda que o público vai se surpreender, porque o Coldplay está mais experimental, com riffs de guitarra e muito soul.
Gwyneth Paltrow, atriz e esposa de Chris Martin, afirmou publicamente que gostou das faixas novas e que esse será, muito provavelmente, o melhor trabalho do Coldplay.
Quanto à produção do álbum, Brian Eno já tinha declarado oficialmente, em entrevista à BBC Radio 4, que estava envolvido no projeto e que será “mais original”. Entretanto, em abril o semanário de música NME confirmou a presença de Timbaland, produtor dos últimos trabalhos de Nelly Furtado, Justin Timberlake, Duran Duran e Björk.
Ainda não existe data de lançamento para o novo disco do Colplay, mas o álbum é esperado para o final deste ano.
Mariana Mandelli
Marcelo Camelo, vocalista e compositor do Los Hermanos, reafirmou que a banda realmente está em recesso por tempo indeterminado. A declaração é parte de uma entrevista concedida à MTV durante as gravações do Acústico MTV Sandy e Júnior (Camelo vai gravar uma música com a dupla). Segundo ele, não é o fim de um dos conjuntos mais queridos do país. “A gente vai voltar quando a gente estiver afim”, garante. Camelo disse ainda que, pretende descansar para depois dedicar-se a outros projetos que não teve tempo de “cultivar” devido à intensidade dos compromissos com a banda e à exclusividade que o Los Hermanos exigia.
No dia 23 de abril, por meio de uma nota publicada no site oficial do Los Hermanos, a banda declarou que entraria em recesso. “A pausa atende a necessidade dos integrantes de se dedicarem a outras atividades que vieram se acumulando ao longo desses dez anos de trabalho ininterrupto em conjunto”. Ainda segundo a nota, o texto garantia que não houve qualquer tipo de desentendimento entre Bruno Medina, Rodrigo “Barba”, Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante.
Os três “shows de despedida”, últimas apresentações antes das férias da banda, acontecem na Fundição Progresso, Rio de Janeiro, nos dias 07, 08 e 09 de junho. Todos os ingressos já estão esgotados.
Mariana Mandelli
A banda curitibana Bonde do Rolê movimenta o mundo indie desde o final do ano passado, quando fez shows em festivais e casas noturnas da Europa e EUA. Agora chegou a hora da prova de fogo. O primeiro LP da banda, With Lasers, foi lançado na Europa ontem pela Domino Records, a mesma de Franz Ferdinand.
O disco dividiu a opinião da crítica no exterior. O Pitchfork Media, que vem fazendo uma grande cobertura do Bonde em suas notícias, deu nota 6,5 para o disco. Conhecido pelas suas críticas mal-humoradas, o site americano destacou a comparação errada que a mídia faz ao colocar o CSS e o Bonde do Rolê no mesmo movimento.
O jornal inglês The Guardian, em uma resenha pequena, classificou com quatro estrelas (num máximo de cinco), o disco do trio curitibano. O site americano Playlouder também concedeu nota 4 (de 5) para o disco. With Lasers não tem previsão de lançamento no Brasil.
O grupo cancelou todas os shows que faria este mês nos EUA. O motivo alegado foi que o DJ Gorky precisaria fazer uma cirurgia de urgência no dente. No entanto, as datas confirmadas para os festivais europeus, como o Glastonbury foram mantidas.
Paulo Floro

O último show de Marilyn no Brasil foi em 1997, na turnê do disco Antichrist Superstar. Se confirmadas, as apresentações comemorarão 10 anos da passagem do cantor pelo país.
Marilyn Manson estampa este mês a capa da revista Spin, com a seguinte chamada “O Último Rock Star?”. Confira aqui.

Destroyed Room: B-Sides and Rarities
[Geffen, 2006]
Há mais de 20 anos arranhando instrumentos e – por isso mesmo – conquistando o coração do mundo undergound, dessa vez o Sonic Youth levou suas famosas guitarras distorcidas às últimas conseqüências. “The Destroyed Room: B-Sides And Rarities”, lançado agora no Brasil, é uma série de – como diz o próprio nome do álbum – de raridades e lados-B da banda. O disco tem, obviamente, a essência do som do Sonic Youth: post-punk e o noise-rock de primeira. Mas, dessa vez, a dose de enigma, mistério, tensão e hipnose ultrapassa os limites do compreensível e do que é convencional, mesmo dentro da obra da banda – e olha que os conceitos de “compreensão” e “convenção”, no vocabulário youthiano, já são bem distorcidos e distantes do que consta no dicionário.
Fãs de hits como “Sugar Kane”, “100%”, “Drunken Butterfly”, “Incinerate” e o clássico “Teenage Riot”, canções mais pop da banda, fiquem longe dessa compilação. Mesmo quem adorou o último álbum inédito, Rather Ripped” (2006), deve ter coragem para se aventurar nessa viagem sônica ultra-experimental. “Destroyed Room” é climático e estranho, mas não deixa de ser criativo e, em certos momentos, excitante. “Razor Blade” transborda charme com os sussurros de Kim Gordon e a sensacional (e já conhecida) “The Diamond Sea” aparece numa versão de quase 26 minutos. “Kim’s Chords”, instrumental, é linda e “Blink” surge com um clima soturno. “Destroyed Room” é um amontoado de material pulsante e (relativamente) novo para deliciar os fãs assíduos de uma das bandas mais do indie rock. [Mariana Mandelli]
NOTA: 7,0

Album do Wilco prova que há muito mais beleza na tristeza e na simplicidade do que se imagina
Por Mariana Mandelli
WILCO
Sky Blue Sky
[Nonesuch Records, 2007]
Na letra de “Samba da Benção”, Vinícus de Moreaes e Baden Powell, glorificam os dias felizes como sendo a grande chave para uma vida harmônica e quase perfeita. Não parece ser o que pensa Jeff Tweedy, o homem à frente do Wilco, atualmente uma das bandas mais queridas do rock.
Sky Blue Sky, o tão esperado novo álbum, chega às lojas apenas no dia 15 de maio, mas já está, há algumas semanas, espalhando melancolia de melhor qualidade por aí e provocando discussões fervorosas dos fãs mais xiitas do Wilco. O sexto disco de estúdio e o primeiro inédito depois de um hiato de três anos aponta novos horizontes para banda. A sonoridade mudou? Sim. Decaiu? De maneira alguma. A resposta para isso pode ser resumida em duas palavras: maturidade e, sobretudo, originalidade. Pode-se arriscar (guardadas as devidas proporções) dizendo que Sky Blue Sky demonstra uma evolução sonorica no Wilco assim como o “4” na obra dos (saudosos?) Los Hermanos. Ambos migraram para uma musicalidade baseada numa tristeza sem fim – e é justamente nesse antro de lágrimas que reside a originalidade e a beleza dos dois álbuns.
Assim como os outros trabalhos do Wilco o novo Cd se baseia na miscelânea de gêneros que compõem a musicalidade da banda. Influências do indie rock, blues, country, pop, punk e de tudo mais que você imaginar. Mas dessa vez são generosas as doses de Neil Young, soft-rock setentista, folk, blues e soul, com um trabalho incrivelmente sofisticado de guitarras e teclados. Tudo criando texturas lindamente peculiares.
A nova formação do Wilco é tida como a melhor da história da banda. A criatividade dos membros, o guitarrista Nels Cline e o multi-instrumentista Pat Sansone, que fazem suas estréias em estúdio com Sky Blue Sky, é essencial nessa mudança de som presente no novo disco.
É claro que esse novo álbum muito mais fácil do que seus dois antecessores – o clássico Yankee Hotel Foxtrot (2002) e a lambança sônica e louca de A Ghost Is Born (2004). É uma volta às raízes – do country inclusive – com muito menos barulho e invenções musicais. Ele foge dos obscuros, mas incríveis e latejantes, experimentalismos psicodélicos costumeiros do Wilco. Por essa razão, provavelmente vai ser acusado de ser um disco cansativo, preguiçoso e que transborda tédio para todos os lados. Simplista, parado e monótono. Com certeza os fãs acostumados ao jeito experimental de se reiventar da banda vão se decepcionar. Mas menos é sempre mais. Evoluir dessa maneira, para uma banda que está sempre na mira dos fãs e da crítica, é um ato extremo de coragem do Wilco. Não ter medo de desapontar os fanáticos e de ser massacrado pela expectativa alheia demonstra personalidade e uma banda segura de si mesma.
São poucos, mas poucos mesmos, aqueles que têm o dom de cantar a melancolia cinzenta de um cotidiano mecânico sem banalizar a aflição humana. São raros os que exprimem, com tanta beleza e talento a angústia crônica de ser e estar num mundo impessoal e individualista. Sky Blue Sky coloca Jeff Tweedy no hall dos melhores poetas da história da música – quem é mais sentimental que ele? Além disso, o disco firma o Wilco como uma das melhores – e mais criativas – bandas em atividade, mesmo sendo sua obra mais triste. Afinal, o próprio Vinicius de Moraes também dizia, naquele mesmo “Samba da Benção”, que para se “fazer um samba com beleza é preciso um bocado de tristeza”. Agora Tweedy concorda com ele.
Receita da majestade dos tristes
Sky Blue Sky é daqueles álbuns que fazem você se apaixonar por uma banda. É um disco para ser sentido, muito mais do que simplesmente ouvir. Seu foco está centrado nas composições e na poesia de Tweedy. A química existente entre as canções, que dá coesão à obra, é luminosa, fruto de um trabalho musicalmente limpo e puro.
A primeira canção é a lírica “Either Way”, uma balada linda e de sonoridade simples. “You Are My Face”, a segunda faixa, tem letra saudosista e um solo de guitarra delicioso. “Impossible Germany” talvez seja a melhor canção do disco. É imponente e instrumentalmente majestosa (atenção ao peso das guitarras), e vai evoluindo de maneira complexa a cada verso lamentado por Tweedy. É marcante para ser tocada nos shows. Sky Blue Sky, que dá nome ao álbum, “Please Be Patient With Me” e “Leave Me Like You Found Me” são doces e delicadas, e demonstram toda a capacidade folk do Wilco. São canções construídas de maneira intimista e introspectiva, e refletem a verdadeira alma do disco. “Side With The Seeds” lembra os melhores momentos de Yankee Hotel Foxtrot, enquanto “Shake It Off” tem um refrão pesado e bem mais rock. Já “Hate it Here” tem, nitida e deliciosamente, os dois pés no soul.
“Walken” é criativa nos pianos/teclados (Paul McCartney?) e tem o ar fresco do country da banda num trabalho genial de guitarras. “What Light” e “On And On And On” são duas das mais fortes de Sky Blue Sky, e encerram o álbum de maneira triunfante, demonstrando todo o potencial das melodias elaboradas do – até agora – melhor disco do ano. Sublime.
NOTA: 9,5