Fotos: Larissa Alves (Blogue Roger) e Guga Matos (JC Imagem)
ESSAS PESSOAS DA SALA DE JANTAR
Depois de mais de trinta anos, Mutantes faz show histórico nos 15 anos do Abril Pro Rock
Por Rafaella Soares
MUTANTES
ABRIL PRO ROCK 2007
Recife, 13 de Abril 2007
Pé atrás não implica necessariamente pé frio. Graças a essa premissa, todos que estavam na noite da última sexta-feira 13, primeira noite do Abril pro Rock, em Olinda, presenciaram um show competente e emocionante da nova formação d’Os Mutantes, com Zélia Duncan nos vocais.
É de se esperar que o revival da maior banda de rock brasileira provoque reações inflamadas, afinal, muito do culto em torno deles deve-se à mágica vinda do trio Rita, Arnaldo e Sérgio, que dispensa maiores apresentações.
Mas até os fãs mais céticos foram rendidos na segunda apresentação brasileira da banda, abrindo o Festival Abril Pro Rock 2007. A decisão de trazê-los para Recife como uma das atrações principais começou bem antes da volta deles, segundo o produtor Paulo André Pires. Uma reunião marcada na casa de Sérgio Dias pela mulher dele (sem o conhecimento do guitarrista) teria dado início a toda a negociação sobre a volta. Se isso é lenda ou não, tanto faz, as especulações sobre o retorno tão esperado só serviram para aumentar ainda mais a expectativa da série de shows que eles estão fazendo em cidades privilegiadas.
Dando preferência aos clássicos da banda, como “Top Top”, “Virgínia”, uma versão mais longa e improvisada de “Cantor de Mambo” (que eu francamente confundi com “El Justiciero”), “Tecnicolor”, e preciosidades como uma bonita e tocante “Ave Lúcifer”, ou “La premier Bonheur du Jour” fizeram bonito ao lado de clássicos menos lembrados, como “Quem tem medo de brincar de amor”, seguida de “Desculpe Babe” (melhor momento da noite na minha modesta opinião!). As infalíveis “Panis et circenses” e “Bat Macumba” não poderiam faltar.
Com um Sérgio Dias desenvolto, simpático e assumidamente guitar hero, um Arnaldo vestido de paetês e lúdico como sempre (fechou a noite em saltos polichinelo!) e uma Zélia bastante respeitosa, porém com vigor nas horas certas, o show de Mutantes merecia bis intermináveis!
Nota:9,0
Fatboy Slim toca para quase cem mil pessoas no Recife na maior abertura não-oficial do Carnaval pernambucano
por Paulo Floro
FATBOY SLIM
Marco Zero, Recife – 01 de Fevereiro
Norman Cook, o Fatboy Slim merece mesmo o título de maior DJ do planeta. Ele está acima do chamado “superstar dj”, sobretudo acima da máxima “god is a DJ”. Acima de cenas, de estilos, de tendências. Talvez por isso os amantes de música eletrônica o hostilizem tanto. Nem mesmo produzir Think Thank um dos discos mais legais do Blur adiantou. Portanto, está acima do estilo que o consagra. Os adictos das batidas e raves não apreciam o som do inglês. Com um apelo mainstrain, o DJ se faz em grandes produções, praticamente micaretas e carnavais, e isso em todo lugar do mundo. Farofa, gosta mesmo é de multidão e não está nem aí para iniciados e indies do electro.
Noite de quinta-feira, 80 mil pessoas no Marco Zero, Recife Antigo. Todos esperavam a chegada de lancha do grande DJ. Pena que poucos viram, já que a área VIP, que estava na lateral do palco, comprou não só uma boa visão do show e conforto, como também o mar, o vento. Mas apesar da multidão, pessoas penduradas nos postes, nas árvores, nos telões, a estrutura formada foi bastante eficaz. Era possível ver o DJ em várias direções e o som chegava até as ruas mais distantes, além dos telões que projetavam imagens do show.
Norman já começou com o clichê “I Love This Country”, levantando a multidão, a imensa maioria nem mesmo sabendo quem era aquele inglês branco e animadinho. Em seguida mandou hits, pra garantir, inclusive “Superstylin” do Groove Armada, tocada idêntica ao disco. Teve também “Feel Good Inc.” do Gorillaz e “Around The World” do Daft Punk. Num populismo declarado, mas bem feito, colocou no telão passistas de frevo, desfiles de maracatu, misturado às imagens do smile, aquela carinha amarela ícone do acid-house.
O ponto positivo do Fatboy Slim, além do seu explícito caráter popular, é que ele é um DJ presente, totalmente diferente da visão que temos do DJ inglês frio e distante. Ao fazer um set-list de arrasar para 80.000 pessoas que nem o conhece e talvez nem gostem de música eletrônica, provou que é maior DJ do mundo, já que nenhum outro conseguiria agregar tanta gente, apesar de toda reputação.
No auge da festa, ocorreu uma pane que interrompeu o show por mais de uma hora. O público sem entender, esvaziava o Marco Zero, enquanto Norman usava de seus dotes de performer, segurando uma sombrinha de frevo, arriscando passos e falando com a platéia, instigando o público a pressionar pela volta do show. Estresse zero por parte do DJ. A platéia nesse momento cantava Marreta You Planeta, Axé e música de carnaval, mostrando o lado multicultural (pra não dizer cínico) dos recifenses. Quem aguentou esperar se deu bem, pois teve espaço livre pra dançar. O público inclusive fez até trenzinho. E pra quem estava sentindo falta dos hits “Praise You” e “Rockafeller skank”, os teve finalmente no final. Norman Cook, o Fatboy Slim, pode ser previsível, mas responde ao público de uma maneira espetacular. Com seu carisma, dá ao público o que ele pede.
TURN INTO
COBERTURA TIM FESTIVAL 2006
O Grito foi conferir o maior festival de música do país.
por Paulo Floro
TOM BRASIL – SÃO PAULO – SP
29.10.2006
Muitos espaços vazios na edição paulistana do maior festival de música pop do país. O TIM FESTIVAL 2006 em São Paulo não teve um público tão grande quanto o do ano passado e mesmo com Karen O e Daft Punk no cast, fez uma edição meio morna. Rostos blasé, all-stars, finzinho de tarde, ih, quase me esqueço que este era um dos eventos indies mais falados.
REINO DA ALEGRIA
O Mombojó fez um show ok, mas no início, muita gente não se empolgou a nem mesmo levantar-se do chão para curtir o show dos pernambucanos. Com sua aposta off-mangue cada vez mais adentrando em novas paragens musicais (como o dub e o samba), o grupo fez bonito em seus 40 minutos, sendo que seus shows carecem de uma renovação. O ponto alto foi o final, e isso não é sarcasmo gratuito, pois foi esse o momento de maior interação com o público, que cantava, feliz da vida, o refrão de “Deixe-se Acreditar”, o hit do grupo.

A melhor banda de nova-iorque agradou até os nipônicos da grande metrópole.
Em seguida o TV ON THE RADIO, trouxe seu rock experimental para um público ainda apático. Negões de vocal afinado e guitarras pontiagudas, logo mostraram que se tratavam da maior banda de nova-iorque no momento. A banda arrasou com um show explosivo, meio catártico, que animou até mesmo quem não tinha ouvido uma única música do grupo. O TVOTR se pautou por faixas do excelente Return to the Cook Mountain lançado esse ano. “Province”, “Wolf Like Me” foram de arrepiar. À certa altura, o vocalista Tunde Adebimpe suado, gritando no megafone, lembrava que o show de sua banda é uma experiência que supera os sentidos normais. Pra completar o desbunde sonoro e espetacular, começou de uma hora pra outra, uma batucada, uma guitarrada e o que mais surgisse, que até o roadie, de camiseta cinza agarrou um instrumento e se jogou no som, que terminou o show de maneira quase-apoteótica. O cronômetro da organização do festival não permitia nem mesmo um bis. Pena, faltou cantar “Hours”, mas tudo bem.
Tentei desesperadamente achar um fã do THIEVERY CORPORATION, mas não obtive sucesso. Mas este é um festival de classe, e não há nada mais cult que essa dupla norte-americana que adora um sub-desenvolvimento. Ao fundo do palco, com pick-ups, comandavam uma festa de vocalistas brasileiras que gritavam: “isto aqui ta bom pra caralho”. Que fino. Muito suingue, bossa-eletrônico, o show parecia que estava enrolando, mas estavam mandando muito bem. O problema era a platéia com cara de “a Karen vai entrar quando?”. Fora isso o Thievery Corporation teve um pequeno atraso que fez o público chiar
Com o YEAH YEAH YEAHS prestes a começar, me meto quase na frente do palco. Cheiro de cannabis, água mineral servida num copo (disseram que mudou o patrocinador de última hora), fila interminável no banheiro dos homens (!) e a pista lotada. Karen entrou rodopiando. Ela é a Chrissie Hynde moderna e caótica. Ela é a Patti Smith demente. Com um sex-appeal bizarro, Karen transborda sexo, mas daquele tipo gonzo e pouco convencional. Todo trejeito seu era ovacionado pela platéia. Karen coloca uma capa, Karen coloca um pano no rosto, Karen se joga no chão, bate com o microfone na bateria, pula com um boneco jogado pela platéia, grita, faz careta, tudo é motivo para milhares de flashes e histerismo. Ela sabe do poder da sua imagem, ela parece posar para as fotos. Com um maiô e pernas laminadas brilhantes, Karen movimentou todo mundo e ocupou o palco inteiro, com seu espírito quase vomitando por cima das pessoas. De tão esfuziante, o show pareceu rápido. O YYY tocou basicamente músicas do disco Show Your Bones, deste ano e ainda hits anteriores como “Date With The Night”. Pararam um pouco para Karen gritar SAO PAULO!! e falar com a platéia. “This is the song about love” e coloca o microfone no coração. Não conheço uma empatia maior com uma platéia como foi visto neste rápido show do Yeah Yeah Yeahs. De fato, o ponto alto do show foi “Turn Into”, a balada que é o atual single de trabalho do grupo, mas “Gold Lion” com uma tensa introdução também foi espetacular. O guitarrista Nick Zinner ainda atravessou o palco de ponta a ponta para tirar fotos. Aquilo precisava mesmo ficar guardado. Assim como entrou Karen e o resto da banda sumiram ainda com bastante gás. Por fim, o baterista Brian Chase, sozinho agradeceu a platéia. De nada. Y-Control é isso aí. Yeah!
OFF THE EGO

Digital Love? A dupla mostrou que ele são tão humanos que fizeram o melhor espetáculo da noite.
Os franceses do Daft Punk remixaram o criativo conceito inventado pelo Kraftwerk trinta anos atrás, de uma maneira mais kitsch e óbvia. A máquina que sente, o andróide. O show do grupo foi espetacular no conceito, na estrutura, no som. Como robôs, estavam distantes e inacessíveis, mas assim como a tecnologia, eram parte das massas e sua música, a trilha sonora deste tempo onde tudo se revela cada vez mais rápido. O jogo de luz combinava com o repertório dos três discos do grupo francês, que abriram com “Robot Rock”, do último disco, Human After All. Thomas Bangalter e Guy Manuel-de-Homem Christo fizeram um show também curto, porém de uma catarse surpreendente. Eram a principal atração da noite. Uma enorme pirâmide quase adentrava o palco, no alto, dois robôs com capacetes espelhados comandavam um dos maiores espetáculos do planeta. Várias projeções se uniram ao som num efeito fabuloso, com uma parafernália tecnológica de som e luzes, que lembrava um pouco o Pink Floyd das arenas, so que menos cafona. De tão confiantes no que faziam, o Daft Punk desconstruiu o próprio repertório, com várias músicas sobrepostas. Podemos dizer, por exemplo, que “Around The World” tocou durante todo o set list. Com pouco mais de uma hora, o Daft Punk deixava o planeta mais uma vez. Finalizaram com “Human After All” com várias imagens de pessoas de diferentes etnias. O toque humano veio enfim. Animada, a platéia, que esperara um atraso de uma hora, ainda esperou uns 15 a 20 minutos na esperança que a cortina se abrisse novamente e o Daft Punk tocasse mais uma. Talvez “Digital Love”, era o palpite. Uma expressão de “o que foi aquilo?” e todos foram embora. O calor das máquinas estava no fim.
GRITOS SOBRE O TIM FESTIVAL 2006
- A edição paulistana do Festival foi um fracasso de público, mas no Rio e em Vitória a média de público também não foi muito boa. A principal reclamação era a escalação minguada em São Paulo, que não teve Beastie Boys, Patti Smith nem Devendra Banhart. Além disso, o ingresso era o mais caro, R$ 180 reais.
- No Rio de Janeiro, de última hora escalaram Caetano Veloso pra recuperar o prejuízo.
- Apesar das estripulias, da jogação, de loucura, da cusparada, Karen O. é muito tímida e os jornalistas ficam com cara de mamão perto dela, tamanha é a introspecção da moça.
- A organização alegou que a mudança de local do show para o Tom Brasil foi uma exigência do Daft Punk, que temia ter sua parafernália tecnológica danificada caso chovesse. Outros especulam que, dada a procura por ingressos, teríamos muitos espaços vazios no Anhembi.
- Especulação é uma merda. Antony and the Johnsons, Clap Your Hands Say Yeah, Goldfrapp e até Radiohead foram dados como certos nesta escalação do TIM Festival.
Veja vídeos do TV On The Radio, Daft Punk e Yeah Yeah Yeahs
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Acesse:
Mombojó: http://www.mombojo.com.br/
TV On The Radio: http://www.tvontheradio.com/
Thievery Corporation: http://www.thieverycorporation.com/
Yeah Yeah Yeahs: http://www.yeahyeahyeahs.com/
Daft Punk: http://www.daftpunk.com/
Tim Festival: http://www.timfestival.com.br/noticias/
ABRIL PRO ROCK 2006 – 1° dia (A festa nunca acaba)
por Paulo Floro e Wagner Beethoven
Este ano o evento teve um de seus menores públicos e teve atrações que dividiram opiniões de quem compareceu. Sem nenhuma grande escalação, o APR se assemelhou um pouco às origens quando muitas bandas conseguiam visibilidade tocando no festival.
1. MONTAGE (Ceará)
Como previsto o Abril pro Rock começou pontualmente às 22 e 30 da noite de sexta (21 de abril de 2006), num palco pequeno, diferentemente do anterior (a mega estrutura). O electro, a grande atração da noite, não precisava de muito… Apenas do Montage para fazer a pulsação aumentar e muita gente dançar, eles foram a abertura do Abril, mas “fecharam”. O Montage, banda do interior do Ceará, mais precisamente do Cariri, formada por Patrick Bachi (guitarra e programação), Leco Jucá (groovebox e programação) e Daniel Peixoto (voz e visual) abriram com à música Raio de fogo e até cantaram música nova, o vocalista esbanjou carisma e muita intimidade e contou por várias vezes com a participação do público que uníssono emitias as letras da música, que entrarão logo no primeiro trabalho do conjunto electropunk. Resumo da opera, o Montage conseguiu fazer os poucos amantes do electroclash dançarem e se divertirem muito! Depois do show, foi tentar ir ao banheiro, mas os “fãs” quase que não deixavam o showman do Montage fazer o xixizinho!
Para mais informações: fotolog.com/_montage ou fotolog.net/danielpeixoto
2. KOOK feat. ROXXY (Alemanha)
Depois um show de trinta e cinco minutos do Montage, a dupla from Berlin, Kook feat. Roxxy, chegou com o seu eletrônico nada inovador, porém o desempenho de Roxxy, cantora de punk rock de longas datas (Tempo Nublado, Recife – 1897) apesar do corpo um tanto fora de forma, a loira (e muito loira, diga-se de passagem) veio sem essas preocupações. Fez um show bonito e muito dançante, porém falou em português, mas um tanto constrangida, pôr um “Tudo bem Olinda e Recife” , alguns blá blá blás e se enrolar na bandeira brasileira não foi suficiente para que o público ficasse mais animado. Kook já chefe de festa há uns 10 anos, cantou e encantou muitos os olhos da platéia… E com isso animou um pouco mais, “enquanto a senhora” trocava de roupa, pois ela fez uma infeliz escolha… Infeliz mesmo. Tocaram as músicas do seu primeiro trabalho, Phantom Hitchhiker lançado em 2005 pela Pale (http://www.pale-music.com). A guitarra de coraçãozinho de Roxxy e sua maquiagem a lá Blade Runner trouxeram um pouco mais de felling ao show.
Para mais informções: kook-music.com/ ou roxxybione.de
3.DIPLO (EUA)
Diplo foi o melhor show da noite. Na verdade, muita gente foi apenas para vê-lo. Com uma programação sem novidades, sem nada do mainstream o povo estava se preparando para dançar funk, já que não conhecia nenhum dos escalados. Diplo não fez feio, mas também não ousou. Foi o ápice da noite, com samplers hip hop junto à batidas do já tão falado funk carioca. Funk não é uma merda, é uma catarse, pensa-se ao se dançar ao som do dj americano. Depois desse show todos já poderiam ir embora, mas ninguém sabia que as outras atrações seriam tão insignificantes.
STEREO TOTAL e o resto.
Fez o público se empolgar a ponto de invadir o palco, o que diferente da segurança do evento, a banda apreciou muito e acabou trazendo mais um monte de gente pro palco. A dupla franco-germânica faz um pop nonsense, com performances malucas (ridículas) e instrumentação caótica. Se Diplo não tivesse tocado, teria sido a melhor atração da noite. O Dj americano abusou no Recife no que sabe fazer de melhor, misturar electro com funk e mais um monte de bizarrices que estremeceu o Pavilhão do Centro de Convenções, onde ocorre o festival. O Bloco Mega Hits foi um projeto do Dj Dolores que ficou dissonante naquela noite que poderia ter sido uma electrohard quente e frenética. A tentativa de fazer versões de hits do pop clássico em versões meio carnavalescas com bastante metal não deu tão certo. De longe pareceu desnecessário o APR ter tentado incluir uma coisa regionalista (reducionista) neste dia. Chato.
O evento chegou num ponto de transição e reflexão. Até onde um festival desse porte pode ousar trazer bandas sem muito público sem que tenha que se render ao que há de pior no mainstream. E ainda não ter que repetir as atrações. Além disso muitos colunistas e pagantes reclamaram do preço do ingresso, já que o evento foi patrocinado pelo Estado. Fora isso, houve um certo abandono por parte do próprio festival. Tirando o stand da Petrobrás, quase não houve standes e barraquinhas. ano passado, muitas bandas, selos, lojas e artistas puderam mostrar seu trabalho para um público, que diferente desse compareceu.
Arquivado em: Cobertura, Coquetel Molotov, Floro, Música, The Kills, Wagner
Quinta-feira, Agosto 18, 2005
FESTIVAL NO AR COQUETEL MOLOTOV
13 e 14 de Agosto de 2005, Teatro da UFPE, Recife
EU NÃO ESTOU ENTENDENDO NADA: DUNGEN (Sex 13/08/2005)
por Wagner Beethoven
Diretamente de Lanna, uma vila em Vastergotland, Suécia, com vocês, a banda Dungen. Banda esta que tem como cabaça o multinstrumentista Gustav Ejstes. Tocaram no primeiro dia do Festival No Ar: Coquetel Molotov, apesar da maioria do público ter ido para ver o Mombojó (!!!). Fez uma belíssima apresentação, baseado no novo trabalho Ta Det Lungnt, e abriu com “Gjort Bortsig” O Dungen foi o melhor show da noite, mesmo tendo que presenciar a má educação do público gritando coisas do tipo: Led Zepellin, Madonna, Maria Betânia e Play Raul. Por que eles são da Suécia e não entendem o português, então o publico usou o inglês, eita povo criativo!!! Mas não entendendo nada que estava sendo insultado, Gustav e cia. não se intimidaram com o teatro da UFPE lotado e fizeram o que devia, arrasaram e marcaram a vida de muita gente. Quem já conhecia a banda gostou mais, e quem não conhecia passou a adorar. RocknRoll é a definição perfeita da o show da banda. O Gustav usando seu inglês da Suécia fez algumas colocações infelizes por que o microfone estava baixo (como todos os shows do Festival, ponto baixo pra isso), mas mesmo assim quebrou tudo e acabou com “Folkmum”. Foi uma noite histórica, o Coquetel está de parabéns.
Set List Dungen
1. Gjort Bortsig
2. Panda
3. Damer & Fasaner
4. Festival
5. Lipsill
6. Jämna Clågor
7. Ta Det Lugnt
8. Bortglömd
9. Slutaföljaefter
10. Folkmun

PERIGO: THE KILLS (Sab, 14/08/2005)
por Paulo Floro
VV entra no palco e começa a demarcar território. Desfila por todo o palco sem olhar para ninguém. O lugar todo pertence a ela. A noite pertence a ela. Ela e seu não-casal Hotel que dedilha uma ensurdecedora guitarra na primeira música que é a mesma que abre o disco homônimo da dupla anglo-americana, No Wow. O rock voltou a ficar perigoso com o The Kills. A banda resume-se a guitarra de Hotel e VV. Sim, ela. Com uma presença de palco nunca antes vista em terras recífilis, a cantora ia até o público, provocava, tinha espasmos a todo tempo e até subiu em cima dos caixas de som. Onde está Karen O.? Durante todo o show, uma enorme tensão sexual rondava a apresentação, parecia que, a cada música discutindo a relação. Quando dividiam o microfone ou quando esfregaram uma guitarra na outra numa demonstração explícita de sexo hardcore. The Kills me incita tudo isso, o perigo. Hotel nos ameaça todo o tempo mirando o cabo de sua guitarra na direção do público. Ele quer dizer que não terá pena de ninguém. Façam suas concessões, engulam toda a mentira do pop. O The Kills veio terminar o serviço sujo. O vocal estava quase irreconhecível perto de tanto peso (aliás, o som dos microfones estava péssimo em muitos shows). “Good Ones”, o hit com clipe na MTV fez alguns cantarem o refrão. Mas o The Kills não precisa de hits. Apenas de uma guitarra e um palco.
Set List Kills
1. No Wow
2. Passion In Accurate
3. I Hate The Way U Love
4. I Hate The Way U Love Pt. 2
5. The Good Ones
6. Murdermile
7. Kissy Kissy
8. Dead Road 7
9. Fried My Little Brains
Mais fotos no site do Recife Rock, de onde tiramos a foto aí em cima. Mas esperem semana que vem que nossas fotos e algumas histórias.. digamos peculiares.
O Abril Pro Rock é mestre em surpreender. Este ano, ao completar 13 anos, o festival de musica pop mais firme do Brasil, trouxe bizarrices como a banda piada Massacration, o one-man-band português Legendary tiger Man, ótimas novidades do rock nacional, além de abrigar um outro festival dentro de si, o Claro Que È Rock, onde tocou a mega banda indie Placebo. Confira como foram os três dias do Abril Pro Rock 2005. Para ler a cobertura completa do festival e fotos acesse o site da
Mood.
Por Paulo Floro
SEXTA FEIRA, 15 :: Is Fuckin Hot Isn´t?

Na sexta os fãs do Placebo e Los Hermanos deram ao festival uma visão inusitada, o que serve para reforçar a fama de eclética que o APR possui. De um lado garotos maquiados e meninas com asas, saltos e visual totally glam. Do outro, estudantes de Ciências Sociais, visual loser e camisas pólo esperando para soletrar todo o repertório dos três CDS do Los Hermanos. No meio de tudo isso, tinha um festival acontecendo, com cinco bandas disputando um lugar confortável no circuito pop-rock-e-outras-coisas do Brasil, com direito a tudo o que uma banda mega merece: gravadora, turnê, van, mtv… A Claro patrocinou e deu ares de primeiro mundo ao palco secundário do APR, que apesar de tudo ainda segue independente sem apoiar gravadoras e é prova de resistência no mercado pop musical do país.

A platéia já ovacionava os cariocas dos Los Hermanos mesmo antes do show. A banda tem o seu público cativo e não precisou fazer nada para que a platéia enlouquecesse. Abriram com “Todo Carnaval Tem Seu Fim” e tocaram 17 músicas dos seus três discos, além de uma do repertório de Maria Rita. O Los Hermanos é o que podemos chamar de mega banda dentro do panorama rock nacional. Independentes sem deixar de ser mainstream, os cariocas possuem público fanático em todo o Brasil, e parece que Recife é o maior pólo do culto. A banda caminha numa direção Radiohediana, onde seus trabalhos atingem uma área impenetrável longe de críticas. Portanto, adjetivos como “perfeito”, “Ducaralho”, “demais” não faltaram para o público que gritava canções como “O Vencedor”, “Ultimo romance” e “Quem Sabe”. O show realmente foi muito profissional e isso no fundo não acaba sendo um elogio. Sem muitas surpresas, o Los Hermanos agradou o seu público e saiu do palco sob muitos aplausos e delírios por parte dos fãs (platéia)
A maior expectativa da noite, a banda inglesa Placebo ainda demorou pra entrar, mas os indies que estavam passeando nas tendas de tatoos e quadrinhos já corriam pra aumentar a aglomeração na frente do palco principal. 1h30 da manhã, ao som de “Taste man”, numa introdução apoteótica, Brian Molko, Steve Hewitt e Stefan Olsdal entram no palco, com jeito de jogo ganho. Sim, porque no fundo a platéia sofria de uma catarse e as feições de todos eram de “o placebo está aqui”. Divulgando seus discos de singles One More With Feeling, o grupo só tocou os hits, nada de covers ou surpresas, a única exceção foi o novo arranjo para “36 Degrees” e os efeitos em “Teenage against”. A banda mostrava entusiasmo, com Brian conversando um pouco, “Is Fuckin Hot” ele disse, longe de seu habitual abuso. Mas era o baixista Stefan quem mais queria aparecer, dançando, fazendo caras e bocas e dando a maior pinta. No repertório, hinos indies como “Every Me Every You”, “Bitter End” e “Nancy Boy”. Contudo, tentando parecer fácil, o Placebo decepcionou um pouco seus antigos fãs que acompanham a banda desde o álbum homônimo de 1996. O show ficaria perfeito caso a banda ousasse um pouco mais, fugindo de hits que a consagraram. Senti falta das covers “Bigmouth Strikes Again” (Smiths), Where´s Is My Mind?” (Pixies) e “I Feel You” (Depeche Mode). Muitos críticos e alguns fãs classificaram o show como morno, mas de fato o grupo viera divulgar uma imagem que cada vez mais se afasta de seus primórdios. A maquiagem ainda está lá, mas o foco alternativo esta cada vez mais longe. Brian Molko, no entanto ainda é o maior ícone glam em atividade e isso se mostra no palco, mesmo o ídolo assumindo o visual quase-careca. O show foi estonteante, absurdo, mas no final ficou a impressão de que a banda estava seguindo muito a risca uma programação.
SÁBADO,16 :: “Não Quero Ninguém Parado Nesta Porra!”

Sábado é o tradicional dia de metal, e ainda não consigo chegar a um consenso se esta segmentação é boa ou ruim. De fato, o dia dedicado às camisas pretas tem um dos maiores públicos do festival, confirmando recife como uma das mais sólidas cenas de metal do Brasil.
De Pernambuco veio a Silent Moon com seu Heavy Metal melódica, nem um pouco preocupada com o desbunde de clichês do gênero. A Silent Moon pegou o público no início do segundo dia, mas muitos não estavam preocupados com eles. Exagero nos solos, podemos dizer que a banda não é um poço de originalidade, além de seguir à risca os mandamentos de seus mestres Angra, Helloween e afins. A Caosphere mostrou um rock mais pesado destilando influências do Metal mais alternativo como o Slayer. O público vibrou e foi um dos momentos altos antes das big bands chegarem. Um provável renome esta chegando no mundo metaleiro do país, pois os pernambucanos não ficam atrás de muitas bandas de Heavy Metal por aí afora.
O rock encontrou a resposta mesmo com o show do Dead Fish. Com um apelo MTV fortíissimo, o DF surtiu efeito mais do que esperado nos adolescentes. A banda já tem mais de 10 anos de estrada, mas seu som não cresceu muito. Sua mistura de hardcore com punk às vezes ganhava um status farofa que diminui a banda. Fizeram um show longuíssimo mas o fervor do público era enorme pela banda, portanto, neste caso, ponto pra eles. Vale destacar a desenvoltura e energia do palco dos caras, que já tinham tocado antes no festival, mas agora voltam consagrados.
O Retrofoguetes estava deslocado neste dia tão pesado. Abriram com “Surf-o-matic” e confundiu o público que assistia o primor que é a apresentação dos baianos com uma cara de desconfiança. o surf-noise-music dos caras deram ao festival uma ótima surpresa e fizeram um dos melhores shows da noite. No entanto o público não se entusiasmou com as guitarras alienígenas do palco 2, e muitos que estavam no show do Dead Fish esperavam para ver Massacration e/ou não entenderam muito bem a viagem sonora e sem vocais do Retrofoguetes.

O Massacration era a incógnita da noite e fez um dos shows mais bizarros e hilários da história do Festival. Os integrantes do Hermes e Renato levantaram os públicos e o vocalista Detonator mostrou todo o poder do metal, como diria o próprio. As músicas “Metal Milk shake”, “Metal Bucetacion” fizeram o público cantar em coro. O show foi muito curto mas reuniu um dos maiores públicos desde Placebo. A aura cult que o grupo assumiu se confirmou no APR e a banda saiu bastante aplaudida, com rodas de pogo e muito barulho. Òtimo!
O Matanza tentou fazer um excelente show no palco 2 com o vocalista conversando com o público quase entre todas as músicas. Mas a apatia do público e o esvaziamento da platéia que esperava por Shamaan era notório. Excetuando a turma perto do palco que fazia roda de pogo, gritava e cantava todas as músicas country-hardcore do Matanza. Quase sempre relacionada a birita, as músicas da banda ainda não são tão assimiladas entre o público metaleiro. Destaque para os dois singles “Pé Na Porta E Soco na Cara” e “Bom È Quando Faz Mal”. A banda ainda se despedia quando desligaram as luzes do palco para a entrada do Shamaan.
O Shamaan é chato, chato. Mas muita, muita gente gosta. O único mérito da banda é conseguir misturar todos os clichês do heavy metal em um mesmo show. O vocalista Andre Matos é irritante, abusa dos agudos e massacra os ouvidos com seu rock melódico que mais parece um bon jovi menstruado. Nem o pessoal que descansava as idéias na tenda dos quadrinhos ou no stand dos playboys conseguia se salvar, pois parece que a banda tocava no volume mais alto pra parecer mais pesado. Céus.
O MQN fez o melhor show do segundo dia. Até melhor que o Sepultura. O próprio demônio entrou no palco quando os caras de Goiana adentram o palco 2. Depois de quase duas horas de show do Shamaan que parecia não ter fim, a banda mostrou que é preciso ter peso e atitude pra fazer um show de rock de verdade. Mesmo sem muita gente que estava cansada e preferia esperar o show do Sepultura, o MQN fez o rock estrondar o pavilhão com seu Stoner-rock do inferno em músicas como “Cold Queen”.
Acometido por uma dor de dente de meu amigo e acompanhante naquela noite metaleira e depois de presenciar dois atropelamento seguidos decidi não assistir o show do sepultura. Tá bom, eu achava que o dia já tinha acabado depois do MQN, mas o show do Sepultura é uma experiência insólita e necessita de muita preparação. E todos sabem como funciona um show da banda.
DOMINGO,17 :: “Yeah I´LL Be A Cow For You”

Onde esta o público? Na última noite do festival, o dia mais eclético, o público parecia cansado, isso os que vieram! Mesmo com a platéia reduzida, o dia 3 teve muitas surpresas e as bandas oscilavam entre o tédio e a avalanche total.
A começar pelos paulistanos do Gram. Confesso que não vejo necessidade no Gram, uma banda que tenta ser um brit-pop tristinho e bem feito, mas acaba sendo um filhote de Los Hermanos. O momento coro veio no hit “Você Pode Ir Na Janela” mas a banda ainda tentou evoluir um pouco com as covers dos Beatles e do Ira. Admito que fizeram um ótimo show, o que era explícito em sua cara de felicidade. Além disso, saíram do Abril pro Rock como uma “promessa”
A Superoutro, promissora banda de Pernambuco que mistura estilos tão diversos que fazem a banda ir do abismo pop ao rock virtuoso e tecnicamente perfeito. Chegaram até a empolgar o palco 2 tão morgado naquele domingo. Falando em bandas de Pernambuco e promissoras, a Volver já chegou com cara de contemplada. Vencedora do Festival Microfonia, que lhe deu o passe para o festival, a Volver começou o show mostrando que seu pop é uma das coisas mais digeríveis e inteligentes atualmente. Falam de amor como se fossem britânicos, mas tem seus pés fincados no retrô rock dos anos 60. Chegaram a citar Del Rey como influência da banda. Muitos detratores a chamam de a melhor banda gaúcha de Pernambuco. No entanto, com a comparação com bandas como Cachorro grande, a Volver tem o apelo Strokes bem menor. Com singles nas rádios, a banda empolgou fãs e não fãs e fez um show que atendeu as expectativas do público e, sobretudo da banda.
No quesito bizarro, que não poderia faltar, o português Paulo Furtado, com o seu Legendary tiger Man fez uma apresentação que misturou jazz, blues e rock dos mais dementes. Ótima surpresa no último dia do Abril Pro Rock. Além de ser uma one-man-band Paulo mais parecia um circo, tanto eram os aparatos que usava. Lembrava um Jack White enlouquecido ou um Duke Ellington junkie. Bizarro! O músico ainda afirmou que a platéia estava compreensiva, mesmo com as milhares de interrogações pairando sobre o palco 1.
No palco 2, veio o Daniel Belleza e os Corações em Fúria com seu teatro glam. As músicas da banda não são a melhor representação que teríamos em se falando de glitter rock, mas a banda soube mostrar-se livre e desenvolta no palco. Animou a galera em frente ao palco cantando músicas de seu primeiro disco além de uma canção com a participação de Ortinho (ex- Querosene Jacaré) que parecia um tanto deslocado vestido como uma quase-drag. No fundo, a encenação do seu personagem “Daniel Belleza” demora um pouco para engolir. Mas o grupo levou dez no quesito diversão, se bem que Daniel se divertiu bem mais, andando por entre a platéia, tirando a roupa e outras atitudes posers.

Agora, o prêmio chatice-mor do Festival, o show da banda Mombojó, que inventou de se unir ao Arto Lindsay para fazer um dos shows mais maçantes daquele dia. Arto e Mombojó foram a pior parceria já vista em palco até hoje. O dinamismo de palco era insosso e a banda pernambucana ainda colaborou com o marasmo tocando musicas inéditas. As mombojetes adoraram tudo, mas pediam por hits, que vieram em doses mínimas, apenas quatro, terminando o show com a quase clássica “Deixe-se Acreditar”. O som bossa-mangue do grupo, que consagrou a banda como uma das melhores novidades do Brasil, teve com Lindsay um ar de “inteligência cult e medonha” que acomete os MpBísticos do país. Pena. Ah, e as músicas novas estavam longe do som lombrado com peso que era o primeiro disco.
Dj Dolores : Aparelhagem fizeram bonito. Suas apresentações são quase uma experiência antropofágica. Dispersou o público deixando no centro apenas os apreciadores da banda, que até fizeram uma enorme ciranda. O show de Dolores é necessário se entregar. A voz de Isaar França cantando de Salsa a Brega, misturado ao Eletrônico sofisticado do Dj fazem do conjunto uma das maiores invenções do estado nos últimos tempos. No entanto, o som de Dj Dolores ainda continua agradando mais aos Europeus.
De volta ao palco 2, a banda Leela da militante indie Bianca Jordhão teria feito um show melhor se não fosse a penúltima atração da noite. Muitos estavam cansados e os que tinham ido embora, preferiram esperar pela Orquestra Manguefônica. O som da banda ia do pop-Malhação as guitarras punk. Mas na real a Leela é uma banda desinteressante. Muito aguardados, poucos viram Bianca registrar sua alavanca para o mainstream. Mas espere a trilha da novela chegar.
Pra finalizar, a Orquestra Manguefônica recebeu um público fanático por Chico Science. O projeto que começou em janeiro visa unir as duas bandas inventoras do mangue Nação Zumbi e Mundo Livre SA. O show oscilou momentos de tédio e muito groove, com Fred Zero 4 tocando músicas arrastadas. Muito do pessoal já tinha ido e ficou a impressão de falta de necessidade para um projeto tão ambicioso. Além disso, o show foi muito longo o que aumentou o cansaço. Mas a Orquestra mostrou que o Mangue ainda contiua bastante vivo… ponto.
Relatos escutados e lidos sobre o Placebo no Brasil:
por Wagner Beethoven
- No Centro de Convenções em Olinda onde foi o show, algumas pessoas viram a banda passeando pela praça de alimentação do Centro, deveria haver muita gente, pois estava acontecendo o Cine PE, ele estava com sua esposa (!) e ela está grávida (!) reclamando que no local só tinha gente feia. Mas vá se fuder Brian, como dizem: Não existe gente bonita ou feia, mas sim rica ou pobre.
- Na comunidade do Placebo no Orkut, uma fã estava reclamando que estava no Hotel e conseguiu encontra-los, mas Brian Molko pediu aos seguranças pra tirar o fã do Hotel e ameaçou tomar a máquina fotográfica.
- Na fila pra entrar no Abril Pro Rock escutei algumas pessoas comentando que ficaram dois dias no aeroporto onde a banda desceria, mas quando ela desceu do avião não quis falar com nenhum fã!
- Durante o show a líder Brian Molko soltou: Its fuckin hot!. Reclamando do calor que estava no local. Ah! Que os raios partam ele (!)
- No DVD Live in Paris 2003 do Placebo. Em um documentário sobre a banda, um fã pede pra tira uma foto, mas a banda está numa vãn. Eles (principalmente Brian) ficaram ridicularizando o cara: ele estava acenado e eles estavam cantando YMCA, rindo do cara. Mas o coitado, pra não dizer idiota correu atrás. A força de vontade venceu e o ele correu até a van pra tira apenas UMA foto!