WE AREN’T PORNSTARS!
Wagner Beethoven

Em 2000 o rock estava morto e os críticos (principalmente os ingleses) estavam loucos para salva-lo, ou seja, em busca de algo para tornar hype. E eles encontraram muitas salvações, como The Libertines, Interpol,…And You Will Know Us By The Trail Of Dead, Razorlight, Black Rebel Motorcycle Club e o Clinic; todos eram ditos “salvação do Rock & Roll”. Uns caíram no gosto popular, outros da crítica, porém todos com sua parcela pela nova cena rock. Seja usando a sonoridade do Velvet Underground, Kinks, Joy Division ou simplesmente todas elas ou nenhuma. Mas nenhum ficou com o título de salvação do rock como os Strokes. Formado por Fabrizio Moretti (bateria), Nikolai Fraiture (baixo), Albert Hammond Jr (guitarra), Julian Casablancas (vocal) e Nick Valensi (guitarra) lançaram o Is This It?, album de estréia aclamadíssimo pela crítica mundial e que angariou uma enormidade de fãs e admiradores, revivendo o rock, morto por bandas como Backstreet Boys, 5ive, Nsync e a milhares de hordas de boy bands espalhadas por cada centímetro do planeta.
O debut do Strokes, uma banda mundialmente famosa, foi o primeiro passo do rock nas night clubs do mundo, fazendo-as bombar com o ritmo que Elvis popularizou. Destruindo valores e criando outros, depois dos Strokes e do Is This It, o rock e o mundo não seria o mesmo, hit atrás de hit de um jeito simples e extremamente bem produzido.
Apenas fortalecendo o título que lhe foram atribuídos, o filho do dono da agência de modelos Ford Models, Julian Casablancas e seus comparsas faziam bem feito, seus shows enchiam casas de shows ao redor do mundo. A partir de um certo ponto, o Strokes era comparado a bandas milenares deste planeta. Julian com um vocal introspectivo e muito peculiar, sua imagem de ícone era vista na hora e no certo, bem semelhante a Iggy Pop e sua banda, The Stooges com seus gritos cheios de heroína. A imprensa britânica em especial fez o que queria e o que não queria com os Strokes. O baterista da banda (Fabrizio Moreti) era até então um ícone da banda atrás da bateria, seus cachos faziam qualquer garota em shows gozarem no primeiro contato da paqueta com o prato, mas quem ficou com a fama de pegador foi o front man do grupo, que dizem as más línguas, Courtney Love (ex-Kurt Cobain, ex-Hole) fez a música “I´m Too Old For You”, fazendo os Strokes povoarem todos os tablóides ingleses.

O Sexy Simbol do mundo moderno
Não seria necessário apenas ser querido dos fãs e imprensa e ter tido um caso (?) com a ex-do vocalista do Nirvana para a solidificação do grupo no mundo pop, pois o teste do segundo álbum precisava ser fruto do bom gosto, que só os strokes pareciam ter, à época.
Room On Fire lançado em 2003 chegou de forma sincera, embora não tenha superado seuantecessor, Is This It, foi recebido de maneira fria e foi massacradopor especialistas e formadores de opinião. Room On Fire não agradou a indústria musical, embora não parasse de tocar nas rádios do planeta, 11:51 bombando nas fms e o clipe da música passando a cada oportunidade; ver Julian rodando o fio do microfone e a banda inteira vestida com uma roupa coberta de neon era o que o público queria, mas sua obra prima era o primeiro trabalho.
Is This It ainda era o preferido até ser lançado em janeiro (o lançamento foi antecipado por que as músicas vazaram na internet)
First Impressions Of Earth, reafirmando sua utilidade ao mundo do rock, a de salva-lo. Com batidas fortes de bateria e o vocal visceral, a banda e o seu terceiro trabalho pode ser colocada no altar junto com a canadense Arcade Fire e o seu Funeral e o new-Velvet Antony And The Johnsons, na criatividade, grandiosidade, genialidade e em potencial de proporcionar prazer, sendo este último um fator principal da música.
“You Only Live Once” abre o álbum com um tom de despedida, “Juice Box” desperta uma vontade de agarrar a pessoa mais próxima e beijar, arranhar e rasgar a roupa com os dentes, o clipe expressa bem isso, a rock de verdade, onde algo vem de dentro das letras, das notas, da atitude, onde apenas gritar, pular não são necessários para dissipar a energia que a música transmite. “Heart In A Cage”, “Razorblack” e “On The Other Side” traz um gosto de esperança, não falo em letra ou técnica, mas sim do idioma que a música fala, traz a esperança que o fim de Britneys, Celines, Black Eyed Peas e afins está bem próximo. “Ask Me Anything” pode parecer repetitiva. Escutar “I´ve Got Nothing To Say”, pode parecer chato, mas ela desce delicioso nos ouvidos junto com a nostalgia dos anos 80.
“Electricityspace” é o que posso dizer de fórmula para um hit, melodia-refrão-melodia, coisa que o Strokes sabe fazer bem, eles reescrevem a cartilha do pop, embora se possa dizer: “sem criatividade”. é isso o que eles fazem. Para terminar esta materia, tenho duas coisas a dizer: 1) “He Of The World” é junto de juice box a mehor música do disco e 2) “First Impressions Of Earth” é a reviravolta do rock, onde os que salvaram tentam agora destruir, seja em qualquer sentido: social, político, sexológico ou físico. Strokes é a melhor coisa que o mercado pop pode produzir.
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