O Grito!


Melhores do Ano – Música 2005
Dezembro 30, 2005, 7:36 pm
Arquivado em: Matéria, Melhores do Ano, Música

Os Melhores Discos do Ano
por Calvin Curtis

10 :: CANSEI DE SER SEXY | Cansei de Ser Sexy
Um disco pode ser bom, mas poucos chegam a ser um fenômeno. O CSS talvez seja um pouco isso. Modernosos, deixam um certo ar de glamour-rock em todo o evento que aparecem. Ligados diretamente à internet, o grupo faz o som mais atual do rock hoje. Entre o supérfluo e o requinte, o disco mistura de Electroclash de Miss Kittin às guitarras oitentistas de Devo e B-52’s. Impagável “Meeting Paris Hilton” e “A-La-La”.

09 :: SUFJAN STEVENS | Illinois
Pretensão pouca é bobagem. Toda a imprensa chocou-se quando Sufjan alardeou que iria fazer 50 discos, todos com o mesmo conceito, cantar a história e o espírito dos 50 estados americanos. Está anotado. Falando de Illinois, o segundo da saga, Stevens nos entrega um disco cheio de petardos folk, todos com alguma referência ao Estado em questão. É um trabalho magnífico. Falando de prostitutas a Super Homem, o álbum conta com um monte de vinhetas pequenas (mas com nomes longuíssimos) como é praxe em obras conceituais.

08 :: CLAP YOUR HANDS SAY YEAH | Clap Your Hands Say Yeah
Já ficou até cansativo dizer que o Clap Your Hands Say Yeah emula Talking Heads e que a voz da vocalista lembra muito a voz de David Byrne. Surgidos em Nova Iorque a banda se propõe a lançar um disco experimental, alternativo de uma forma bastante divertida. E isso é uma coisa incrível. Os vocais são malucos, estridentes às vezes, o som um aparato folk meio caótico. É um álbum nada usual. Álbuns como o CYHSY nos traz um misto de perturbação e alegria. Ouça desde o início com palmas levando um vocal meio velhaco, até aborígene, passe pelas levadas dançantes de guitarras dissonantes até o final com baladas como nunca se viu. Se for difícil pra você o Clap Your Hands Say Yeah, então parabéns para a banda..

07 :: ART BRUT | Bang Bang Rock & Roll
Rock vigoroso, letras fantásticas. Não é de se espantar que Eddie Argos, vocalista e líder da banda fosse taxado logo de “o novo Javis Cocker”. Bem mais que uma banda de rock. É este o recado do Art Brut. Do nome às letras, todo um conceito de ser e se fazer rock. A banda se preocupa em ser marcante, como na sarcástica e hilária “My Little Brother” sobre o irmão do vocalista que de indie tornou-se um junkie viciado em crack. Tudo é destruído e mastigado em Bang Bang Rock & Roll, bandas indies, solos de guitarra, estrelato, garotos que formam bandas sem nada pra dizer, turnês e o próprio rock & roll. Genial.

06 :: FRANZ FERDINAND | You Could Have It So Much Better
À primeira audição, o segundo disco do FF lembra muito o primeiro, mas serve para fundamentar a importância dos escoceses. A mistura de eletrônico + rock e o revisionismo de ícones passados já foram todos devidamente utilizados à exaustão. O FF tem o know-how para não se deixar repetir. O segundo disco continua com o melhor que o art-rock do grupo tem a oferecer. Do início ao fim, músicas dançantes e baladas incrivelmente pop, que faz você acreditar que o Franz Ferdinand é a maior banda dos anos 2000. Com refrões absurdos e várias mudanças de direção nas músicas, You Could Have It So Much Better é surpreendente faixa por faixa. Tem o hit de festas indies “Do You Want To”, Beatles “Eleonor Put Your Boots On”, a música do ano “Walk Away”…

05 :: ARCHITECTURE IN HELSINKI | In Case We Die
Da Austrália, 2005 recebeu uma obra prima do indie pop. Uma banda enorme (8 pessoas), o Architecture in Helsinki cumpriu com incrível louvor a tarefa de nos fazer mergulhar em uma sonoridade criada por eles. Magnífica. Após o play em In case We Die, “Nevereverdid”, ficamos com uma impressão de que aquilo que ouvimos não pode ter sido reagrupado, reprocessado, de algum lugar do pop mundial. É novo. Sejam bem vindos. Aclamado pela crítica, este segundo disco do coletivo, prova que é mais do que benéfica para sonoridades, criatividade, uma banda com tanta gente.

04 :: LCD SOUNDSYSTEM | LCD Soundsystem
James Murphy é uma espécie de messias. Além de ser dono de uma das bandas que renovou a eletrônica em 2005, ao fazer com que o gênero se confundisse com as próprias influências, sobretudo o rock. Murphy criou o selo DFA, lançando nomes como o Black Dice e incendiando Nova Iorque (e o mundo) com as já lendárias festas Death From Above. LCD Soundsystem foi (mais uma vez) eleito pela critica como autentico agente modificador da cena eletrônica, depois que lançou o seu disco homônimo. De fato, o álbum duplo do LCD torna obsoleto todo DJ que já tentou ser roqueiro um dia. E ainda qualquer trupe eletrônica com batidas longas, chapadas. Talvez o LCD Soundsystem não seja o futuro, mas ao ouvir músicas como “Daft Punk Is Playing At My House”, “Too Much Love” e “Tribulations”, talvez esta questão seja esquecida.

03 :: WOLF PARADE | Apologies To The Queen Mary
O Canadá comandou o barco que aponta novos ventos para o rock. Talvez nada tão inovador. Mas, sobretudo, fantástico. Bom rock. Aquele prazer sem explicação que faz jornalistas se derreterem e fãs atingirem um estágio de culto. Dan Boeckner nos assombra com vocal rasgado, livre, sem apuro. Nada de ensaio. Os melhores discos são aqueles em que várias linhas são gastas para tentar traduzir o efeito de suas músicas. Apologies To The Queen Mary possui ecos de um Modest Mouse, Arcade Fire, talvez, mas com personalidade própria. Guitarras, alguns barulhinhos, depressão, morte, nascer do dia, um certo vigor pós-punk. A melhor banda com um disco de estréia do ano.

02 :: THE NEW PORNOGRAPHERS | Twin Cinema
O NP é formado por pedaços de outras bandas. Bem, quer dizer, cada integrante possui outros projetos muito interessantes. Fora A.C. Newman, que lançou o ótimo Slow Wonder ano passado. Com tantos talentos maximizados, não era de esperar pouco desse grupo de Vancouver. Twin Cinema possui pérolas perfeitas de 3 minutos em média. Puro indie-rock da melhor qualidade, o melhor de todos, dada à posição do disco na lista. Você não precisa de mais nada com Twin Cinema tocando. O NP sempre foi uma banda promissora e criativa a surgir do Canadá, mas com este novo disco o grupo impressionou a crítica e os fãs. Sobretudo por que alguns integrantes da banda vinham de trabalhos fantásticos, até considerados obras-primas como Slow Wonder do A. C. Newman. Ouça a faixa “Use It” e “The Bleeding Heart Show” e entenda.


01 :: ANTONY AND THE JOHNSONS | I Am A Bird Now
O maior trunfo de Antony não foi se transformar na voz gay mais badalada do planeta, nem de lançar um dos discos mais elogiados do ano, seu feito maior foi apontar direções para a música pop. Não existem parâmetros no lançamento de I Am A Bird Now. E sua importância para o ainda não definido período musical dos anos 2000 é inegável. Antony e sua banda lançam o disco mais importante para o novo rock, mesmo que aparentemente não seja um álbum de rock. I Am A Bird Now conversa basicamente com o jazz, um pouco de soul e, sobretudo o pop da melhor qualidade e elegante de Boy George e Laurie Anderson. Ainda conta com várias participações especialíssimas que, sobretudo servem de referência para a musicalidade de Antony and the Johnsons; Devendra Banhart, Boy George e Lou Reed. Ao criar uma atmosfera, um clima, uma audiência e referências que destoem do resto do panorama pop conhecido, Antony e sua banda criaram assim, um clássico.

BANDA DO ANO: ARCADE FIRE
O Arcade Fire surgiu como uma banda a ser devotada. De tempos em tempos aparece algo parecido. E o grupo canadense possui algo místico pra isso. Seu disco Funeral, lançado em 2004, é cercado de histórias curiosas que só ajudaram o marketing da banda. Durante as gravações do álbum, os integrantes sofreram traumas em suas famílias, inclusive com algumas mortes. O nome da banda é inspirado em um incêndio ocorrido em uma casa de jogos eletrônicos em Vancouver. Toda essa aura mórbida fez a cabeça de um público que buscava um resquício triste-alegre de bandas dos anos 80. Mas o Arcade Fire não é só isso. Pra começar, a banda mistura ao seu rock equipamentos clássicos, piano, vários vocais até mesmo uma sanfona, e tudo com um vigor intenso, com guitarras etéreas e/ou pesadas. Depois, a capacidade do grupo em conseguir utilizar sua imagem, inclusive em shows, considerados um dos melhores do ano passado, impressiona, sobretudo por que o Arcade Fire é uma banda não muito afeita à exposição. Este ano, a mídia colocou o Arcade Fire na vitrine, e elevou a importância da banda no contexto da nova música dos anos 00. Pra ajudar (e como) ainda mais, o combo canadense veio apresentar o seu rock gélido no TIM Festival, com o público em coro. Funeral só não entrou para a lista dos melhores do ano, por que na verdade foi lançado em 2004 e com muito atraso recebeu uma versão brasileira pela Slag Records no fim de 2005.
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OUTROS GRITOS DE 2005
Outras listas de melhores do ano. Agradecemos a todos que nos responderam os e-mails com as listas e a todos também que não tiveram tempo de enviar.

Breno Mendonça
[Guitarrista do Monodecks]

1. Earth – HEX Or Printing In The Infernal Method
2. Animal Collective – Feels
3. Eluvium – Talk Amongst The Trees
4. Mitchell Akiyama – Small Explosions That Are Yours To Keep
5. Sufjan Stevens – Illinois
6. Tape – Rideau
7. Aoki Takamasa & Tujiko Noriko – 28
8. Rosetta – The Galilean Satellites
10. XXL – Ciautistico
11. Detwiije – Would You Rather Be Followed By Forty Ducks For The Rest Of Your Life

Viviane Menezes
[Jornalista e integrante do Coquetel Molotov]

1. Cidadão Instigado – O Método Tufo de Experiências
2. Clap Your Hands Say Yeah – Clap Your Hands Say Yeah
3. Cansei de Ser Sexy – Cansei de Ser Sexy
4. Animal Collective – Feels
5. Wolf Parade – Apologies to the Queen Mary

João Paulo Vasconcelos
[Editor do blog Rock The Casbah]

1. Echo & the Bunnymen – Siberia
2. Franz Ferdinand – You could have it so much better
3. Neil Young – Prairie wind
4. Depeche Mode – Playing the angel
5. Paul McCartney – Chaos and creation in the backyard
6. Black Rebel Motorcycle Club – Howl
7. Oasis – Don’t believe the truth
8. LCD Soundsystem – LCD Soundsystem
9. Chemical Brothers – Push the Button
10. Supergrass – Road to Rouen

Carol Almeida
[Jornalista do Jornal do Commercio]

1. Franz Ferdinand: You could have it so much better
2. LCD Soundsytem: LCD Soudsystem
3. Bloc Party: Silent Alarm
4. Fiona Apple: Extraordinary Machine
5. Princess Superstar: My Machine



Wolf Parade | Apologies to the Queen Mary
Dezembro 14, 2005, 7:43 pm
Arquivado em: Crítica-Música, Floro, Música, Wolf Parade

CULPE O CANADÁ POR TUDO
por Paulo Floro

WOLF PARADE | Apologies To The Queen Mary
[2005, Sub Pop]

O Wolf Parade é a banda que você precisa ouvir antes do ano terminar. Talvez seja a banda que todos precisam ouvir em 2006. E sim, é do Canadá, a terra promissora de novas promessas para o rock e lar do Arcade Fire, a banda mais legal (e superestimada) do planeta. Por sinal, o Wolf Parade abria os shows do Arcade Fire na turnê de 2004. De Montreal, a banda liderada por Dan Boeckner chamou a atenção do grupo Modest Mouse (grande banda de indie-rock do Canadá) e mais especificamente de Isaac Brook, produtor e empresário do grupo que levou o WP para o selo Sub Pop, oásis indie de grupos como Beat Happening e The Shins. Depois de um EP independente lançaram o disco Apologies to the Queen Mary este ano.

Elogiados pela crítica, que logo os alçou a “mentores-de-não-sei-o-quê” do CanPop, o gélido rock do Canadá. O site Pitchfork deu nota 9.2 pra banda e a Spin escreveu que o Wolf Parade pode mudar sua vida. Mas isso não quer dizer nada. Continuassem desconhecidos e ainda seriam geniais. Consegue-se captar 30 anos de rock no Wolf Parade de Bowie a Morrissey. Mas são poucas as bandas do agora enorme gueto “indie-rock” que surgem e varrem qualquer tipo de estereótipo. Por isso é difícil, mas ainda assim espetacular, quase espiritual, mesmo, descrever o clima das músicas. Um dos vocalistas Spencer Krug canta com uma emoção sem freios.

Menos apuro vocal e mais emoção na música “I Am My Father´s Son”. Outras faixas trazem estilos e sons dos mais diversos do rock, até mesmo um theremin na depressiva “Same Ghosts Every Night” e guitarras e peso em “Dinner Bells”. A resposta para uma possível pergunta sobre a genialidade e a nota 10 lá em baixo é simples: por que o Wolf Parade consegue utilizar todas as fórmulas básicas do rock, aquilo tudo que você já ouviu, a mesma audição de acordes e instrumentos já fossilizados, de uma maneira especial e inusitada e conseguem trazer emoção de um simples indie-rock com um certo peso. É a revolução ao contrário. Espetacular e inovador se utilizando do básico. A dupla de vocalistas Dan Boeckner e Spencer Krug, com raízes musicais calcadas no punk, fabricam letras que revelam muito dos conceitos da banda, deles e do próprio rock feito hoje no Canadá (Arcade Fire, The Dears); amor gélido, fim da linha, arrebatamento, uma coisa meio mórbida, pais e mães. Com o uso de sintetizadores, guitarras e efeitos minimalistas fica difícil descrever o som do grupo. Principalmente se levando em conta o quanto se faz inútil para uma resenha de disco tentar traduzir a sensação de se descobrir Apologies To The Queen Mary. Ah, e, além disso, a banda se despiu de marketings certeiros e/ou oportunistas, roupas, cabelo, clipes, já que quase toda banda hoje em dia mal aparece e já tem uma coleção inteira pra desfilar.

NOTA:: 10



Massacration | Gates Of Metal Fried Chicken Of Death
Dezembro 5, 2005, 7:56 pm
Arquivado em: Crítica-Música, Floro, Massacration, Música

MASSACRATION | Gates Of Metal Fried Chicken Of Death
[Deck Disc, 2005]

A maior banda de metal do planeta. Com zilhões de clichês do mundo cabeludo, previsível e estático do metal, o Massacration não é para, definitivamente ser levada a sério. Candidato à morte fácil e lenta pelos adoradores do Deus Metal, a banda, criada a partir do programa Hermes e Renato da MTV, caiu no gosto dos metaleiros e de muita gente. Primeiro por que a banda é o tipo da piada bem contada. Não é todo mundo que consegue criar uma paródia sobre todos os alicerces do metal e se safar da com vida. O Massacration é como se Manowar, aquele lixo, não se levasse a sério. O que dizer de “Metal Glu-Glu” com participação de Sergio malandro. Perfeito. Fora os clássicos “Aruê Aruô” e “Metal Bucetation”. O início e fim também são geniais, começando com uma receita de bolo recitada pelo demo e terminado com a versão boate-gay de “Aruê-Aruô”. Se você não gosta de metal e for muito mal humorado passe longe. Se você for fã do estilo e metaleiro, veja como você é ridículo.
NOTA :: 7,0. (Por que eu entendi a piada)



Ex Machina – Estado de Emergência | Brian K. Vaughan e Tony Harris
Dezembro 5, 2005, 7:51 pm
Arquivado em: Critica-Quadrinhos, Ex Machina, Floro, Quadrinhos, Vaughan

EX-MACHINA – Estado De Emergência
[Panini Comics, 148 pgs R$19,90]

É claro que explorar um campo onde poucos autores da indústria de HQs se arriscaram seria um sucesso. E é isso que o mais-que-promissor escritor Brain K. Vaugham faz em Ex-Machina: Estado de Emergência ao falar de política e crise superheróica. A trama vencedora do prêmio Eisner mostra Mitchell Hundred, um antigo super herói de NY que decide se tornar prefeito da cidade e descobre que o cargo é muito mais árduo e com problemas acima da de qualquer batalha com vilões de colante. A série foi vendida como genial, mais ainda falta um pouco de ousadia na narrativa para se torna brilhante. No entanto, o título, um sucesso nos EUA, é lotado de referências a fatos históricos e possui diálogos afinados. Com os desenhos de Tony Harris é impossível não ler o gibi de uma vez só. Além disso, por 20 paus a edição brasileira esta caprichada com glossário e tudo.
NOTA :: 7,5.



Cansei de Ser Sexy | Cansei de Ser Sexy
Dezembro 5, 2005, 7:46 pm
Arquivado em: CSS, Crítica-Música, Floro, Música

A BUBBLEGUM REVOLUTION
por Paulo Floro

CANSEI DE SER SEXY|Cansei de Ser Sexy
[Trama, 2005]

Todo modernoso, cenoso, ama (ou odeia) o Cansei de Ser Sexy. Este é de longe o maior feito do combo paulistano. Isto por que o pop nacional não vislumbrava ares de renovação com tantas bandas insípidas por aí. E o CCS planeja dominar o mundo para logo. Sim, talvez seja um boa, deliciosa e hypada pretensão, mas o grupo já está movimentado como pode a cena rock. Desde que suas primeiras mp3 surgiram no site da Trama Virtual, a banda vivenciou um fenômeno de popularidade pouco visto por aqui. Jornalistas como Érika Palomino se jogaram no electro-punk-rockizinho e ajudaram a compor o hype do CSS.

Até mesmo o jornal inglês The Guardian dedicou uma página inteira para os paulistanos, mesmo ser ter um disco lançado. O que torna o CSS tão divertido é que se pode perceber que a banda não ostenta uma seriedade, mesmo perpetrando uma quase-revolução. Cantando em inglês e português, a vocalista Luiza Lovefoxxx exagera com uma voz de deboche. O grupo se farta em referências pop, enquanto caminha para se tornar uma logo. Misturando electro com uma atitude ensaiada de punk de grife, o disco quase não tem faixas lentas, comprovando o objetivo escapista do CSS. Ah e temos os clássicos “A-la-la” e “Meeting Paris Hilton” e as faixas em português como a demente “Superafim” e a ótima “Bezzi“. Ficou faltando às loucuras como “I Just Wannabe J-Lo“, “Hollywood“. E como já se sabe, o disco é triplo.

O CD, com capa cartonada protetora vêm com um CD virgem para presentear alguém. É uma forma que a banda utilizou para retribuir o sucesso que obteve ao disponibilizar suas mp3 no Trama Virtual. E lógico, serve para empinar o nariz para a indústria musical, tão obsessiva quando se fala em troca de arquivos na rede. O terceiro disco é vendido em shows e conta com alguns dos B-Sides da banda que tiveram de fora da seleção oficial. Bem, comece com a trilha modernosa do CSS. Fuck Off Is Not The Only Thing You Have To Show. Este é o recado. Se jogue. As pessoas vão começar a pensar que você é uma estátua. As guitarras estão cínicas. O que esta acontecendo? O CSS sabe realmente o que é fazer barulho. Estamos falando numa quase revolução? Ah! Esqueça.

NOTA :: 8,0